O REA (Reverse Engineer Anything) é um projeto que conecta agentes de programação a ferramentas de análise de software pelo MCP e pela linha de comando. Ele ajuda a investigar como um aplicativo funciona e apresenta evidências para orientar a análise. Não é um botão que transforma qualquer programa em código-fonte original: os recursos dependem do tipo de arquivo, do sistema e das ferramentas disponíveis.
Este guia apresenta um primeiro caminho para experimentar o REA com um aplicativo que você possui ou tem autorização para examinar. As instruções e versões abaixo foram conferidas na documentação oficial em 27 de outubro de 2026; não são resultado de um teste prático neste computador.
O que o REA faz
Um agente conectado ao REA pode consultar ferramentas para inspecionar arquivos, relações entre módulos, referências e comportamentos observados. As respostas incluem evidências e limitações para você conferir. A análise pode ser estática, quando lê arquivos sem executar o programa, ou de runtime, quando interage com um alvo controlado.
O que está disponível muda conforme o alvo. O projeto lista, entre outros exemplos, análise de módulos de JavaScript e Electron, metadados de assemblies .NET, observação de páginas em navegador, pacotes Android, arquivos PCK do Godot e metadados IL2CPP usados por alguns jogos Unity. Cada formato tem um alcance próprio; por exemplo, ler metadados de um jogo não recupera automaticamente o projeto editável original.
Instalação atual
O REA usa Node.js e npm. A documentação consultada indica suporte a Node.js 22 a partir da versão 22.23.4, Node.js 24 a partir da 24.22.1 ou Node.js 26.12.1 ou superior. Outras versões podem não ser aceitas.
Com o Node e o npm instalados, abra o terminal e execute:
npx rea-agents setupEscolha o agente que você usa, leia as mudanças propostas e aprove somente o que deseja configurar. A instalação registra o servidor MCP e as instruções correspondentes; depois, reinicie o agente. O setup pode sugerir componentes adicionais. Eles são opcionais e podem ter requisitos e licenças próprios.
Se a instalação antiga estiver desatualizada, a documentação também orienta atualizar o setup com npx rea-agents@latest setup. Confira o plano antes de aplicar as alterações e reinicie o agente quando terminar. Clientes que aceitam MCP local podem ter formas manuais de configuração, mas o formato depende do cliente.
Primeiro exemplo: examinar um aplicativo JavaScript
Para uma primeira investigação, use uma cópia de um aplicativo JavaScript ou Electron que você possa analisar. O comando oficial de análise estática é:
npx -y rea-agents@latest analyze-javascript-application "D:/apps/MeuApp" --jsonTroque o caminho pelo diretório local correto. A saída pode mostrar módulos, imports, limites do Electron e evidências associadas. Esse exemplo não exige Ghidra, Hopper ou IDA, mas depende dos requisitos de Node e npm. Em um fluxo com agente, descreva uma pergunta específica — como localizar o caminho de exportação de um CSV — e peça que cada conclusão aponte para a evidência usada.
E para jogos e arquivos nativos?
O catálogo atual do projeto inclui leitura de inventário e extração de pacotes PCK do Godot em formatos documentados, além de decodificação estática de determinados metadados IL2CPP. Isso pode ajudar a responder perguntas técnicas sobre um artefato, mas não substitui o projeto-fonte, o editor do motor ou a documentação do jogo. Os formatos e versões compatíveis devem ser conferidos no guia específico antes de começar.
Para análise nativa mais profunda, o REA pode usar provedores como Ghidra, Hopper ou IDA. Esses programas podem exigir instalação, configuração e licenças independentes. A licença MIT do código do REA não fornece uma licença para ferramentas de terceiros.
Um fluxo seguro para iniciantes
Escolha um aplicativo próprio, uma amostra aberta ou outro alvo cujo uso para análise esteja autorizado.
Comece por uma cópia local e formule uma pergunta pequena, como “quais módulos participam da exportação?”
Peça arquivos, referências e evidências para cada conclusão; trate o que não foi demonstrado como desconhecido.
Confirme a resposta no arquivo, na documentação ou em uma execução controlada antes de usá-la.
Só depois escreva uma implementação própria e compare seu resultado com um caso simples e reproduzível.
Um prompt inicial pode ser:
Investigue como esta aplicação local autorizada exporta uma lista em CSV. Mostre os arquivos e funções envolvidos, cite a evidência de cada conclusão e indique o que não conseguiu verificar. Não altere os arquivos; sugira um teste pequeno para conferir o resultado.
Privacidade, execução e autorização
Segundo as perguntas frequentes oficiais, o REA analisa os alvos localmente. Porém, as respostas das ferramentas são recebidas pelo agente e podem ser enviadas ao provedor do modelo; vale a política de dados desse provedor. Não inclua chaves, senhas, dados de clientes ou código confidencial sem autorização e sem entender como o serviço de IA trata essas informações.
A análise estática lê os arquivos fornecidos sem executar o aplicativo. Já uma captura de runtime pode iniciar o alvo ou interagir com ele usando as permissões da sua conta. Para arquivos desconhecidos, use ambiente isolado, sem credenciais importantes e com acesso de rede limitado.
Use o REA para pesquisa, aprendizado, interoperabilidade, preservação ou análise de software que você possui ou está autorizado a examinar. A licença MIT se aplica ao código do REA; material de terceiros e ferramentas comerciais continuam sujeitos às próprias licenças e condições.
Quando o REA vale a pena
Ele é útil quando existe uma pergunta concreta sobre um programa e uma forma de conferir a resposta. Se o código-fonte está disponível, comece por ele: geralmente é a referência mais direta. Para conhecer outro fluxo de agente de IA para programação, veja também o guia do Codex da OpenAI e o artigo sobre GPT-6.1 Terra no ChatGPT Work, que será publicado antes deste guia.
Fontes oficiais
FONTES E NOTAS EDITORIAIS
Artigo agendado para 2026-11-23T13:00:00.000Z; fontes oficiais conferidas em 2026-10-27. Revisão documental, sem alegação de teste prático.
Atualizado em

