Um conector pode permitir que um assistente consulte uma base, crie arquivos ou chame um serviço externo. O Model Context Protocol (MCP) padroniza parte da comunicação entre aplicações e servidores que oferecem ferramentas, recursos e prompts. Usar MCP não torna automaticamente confiável cada servidor nem cada ação disponível.
Revise o servidor e o que ele pode fazer
Antes de conectar, confirme quem mantém o servidor, de onde veio o código ou serviço e quais ferramentas serão expostas. Leia os nomes, as descrições e os parâmetros das ferramentas; uma descrição incompleta dificulta entender o efeito real. Atualizações podem alterar o comportamento, então mantenha versões e reveja mudanças antes de liberar.
Comece com o menor conjunto de recursos. Se o assistente precisa consultar horários, use acesso de leitura; não conceda permissão para apagar compromissos. Quando possível, separe ferramentas de leitura das que enviam, publicam ou alteram dados.
Trate autorização e tokens com cuidado
Use o fluxo de autorização previsto pelo servidor e conceda apenas os escopos necessários. Tokens devem ser destinados ao serviço correto e protegidos como credenciais. Não encaminhe um token recebido para outro serviço sem verificar audiência, finalidade e consentimento; esse tipo de repasse pode expor acessos que o usuário não pretendia compartilhar.
Use credenciais separadas por serviço, tenha um processo de revogação e remova conexões que deixaram de ser necessárias. A aplicação também deve validar parâmetros e impor limites no servidor, mesmo que o modelo tenha recebido instruções para agir corretamente.
Considere saídas de ferramentas como dados
Uma página, arquivo ou resposta de uma ferramenta pode conter instruções maliciosas. O cliente deve manter a separação entre pedidos confiáveis e conteúdo consultado. O modelo pode interpretar mal essa fronteira, então ações com efeito externo precisam de controles independentes.
Antes de enviar mensagens, modificar registros, fazer compras ou excluir dados, mostre a ação e peça confirmação clara. Registre chamadas com informações técnicas suficientes para investigar falhas, mas evite salvar tokens, conteúdo privado ou dados pessoais que não sejam necessários.
Teste e monitore a integração
Faça um inventário de servidores e permissões. Teste com dados de exemplo, chamadas inválidas, parâmetros fora do limite e conteúdo adversarial. Confirme que o servidor rejeita operações não autorizadas e que uma pessoa pode desconectar ou revogar o acesso.
### Exemplo: consulta de agenda Um assistente sugere horários consultando apenas eventos ocupados, sem receber títulos privados. Criar, mover ou apagar um compromisso permanece bloqueado até a pessoa revisar a ação. Esse recorte torna o acesso mais claro e reduz o impacto de um erro ou de uma instrução maliciosa.
Fontes primárias
Fontes primárias consultadas em 27 de outubro de 2026: Model Context Protocol: boas práticas de segurança; Model Context Protocol: especificação e autorização.
FONTES E NOTAS EDITORIAIS
Revisão editorial documental concluída em 27/10/2026. Fontes primárias: Model Context Protocol: boas práticas de segurança: https://modelcontextprotocol.io/docs/2025-11-25/tutorials/security/security_best_practices | Model Context Protocol: especificação e autorização: https://modelcontextprotocol.io/specification/2025-11-25
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